1 – Qual o seu diagnóstico do clube nessas primeiras semanas?
O Santos está passando por uma reestruturação por conta da nova gestão, e qualquer nova administração começa a implementar suas ideias e seus conceitos. Muitas vezes choca com a filosofia da gestão anterior. Algumas mudanças continuam acontecendo, não dá para você chegar e mudar tudo no primeiro dia. A ideia é conhecer, e eu fiz isso na minha chegada.

2 – O que foi identificado no elenco do Santos?
A gente tem um elenco bom e jovem, a cara do Santos. A gente perdeu algumas peças com rodagem maior. Seria bom se conseguíssemos alguns jogadores um pouco mais experientes. Pensamos em um meia armador, não é segredo para ninguém. É a função que a gente vê como mais carente.

3 – O Jair cobrou um centroavante para “jogos pesados”, no termo que ele usou…
Está na mira essa característica. Às vezes a gente precisa de um jogador que seja mais referência, que segure mais, que sofra mais faltas. A gente tem buscado por entender que a Libertadores pede esse jogador.

4 – Em que estágio está a reconstrução do Santos?
Ela está começando. Ainda é um início de trabalho. Não dá para pensar em futebol, da parte técnica, com menos de cinco ou seis meses (de trabalho). Eu vejo o trabalho do Jair com uma felicidade muito grande. Com pouco tempo ele já conseguiu dar uma cara para a equipe, mas ainda falta muito a fazer. Nós temos consciência disso. Vejo o Santos numa evolução muito boa, mas ainda atrás de alguns adversários por causa dessas mudanças.

Numa analogia com a obra de uma casa…
O Santos estaria no alicerce, para começar a subir as paredes. O alicerce já está implementado, mas não levantamos nenhuma parede ainda.


5 – Você disse que no futebol é preciso esperar entre cinco e seis meses. Ainda não dá para cobrar resultados do Jair?
Em time grande a cobrança é gigantesca a partir do momento que você começa um trabalho. No meu entendimento, para a construção de uma equipe, leva esse tempo que eu falei. Claro que, pela qualidade do elenco que a gente tem, o empenho do Jair e da nossa diretoria, a gente tem conseguido queimar algumas etapas e nos colocarmos no patamar para fazer um jogo de igual para igual com o Corinthians, atual campeão brasileiro. Mas, em fase de construção, a gente tende a oscilar mais. Para mim, a evolução é bem clara.

6 – Como trabalhar a busca por novos jogadores com o cofre vazio?
Quando a gestão assumiu em janeiro, você olha para o mercado, e o mercado já está posicionado para aquela temporada, ou ao menos para o primeiro semestre, como neste ano. Você inicia a busca por jogadores atrasado. Os outros clubes já trilharam aquele caminho, e você entra naquela estrada e encontra duas situações: atletas que não foram bem avaliados pelos adversários, ou atletas que foram bem avaliados, mas que o valor ficou inviável para a contratação.

A gente chega com esse panorama, atrasados por conta da eleição de dezembro, com menor poder de escolha. Você vai para o mercado tentando achar valor naqueles atletas que, de repente, nossos adversários não viram. A gente tem buscado isso: qual jogador que, às vezes, não é tão badalado, mas que, dentro do nosso elenco, pode agregar?

Temos o nosso departamento de análise técnica, que fica monitorando o mercado o tempo todo. Eles preparam relatórios para a gente.

7 – Quantos relatórios desses estão na sua mesa?
Desde que eu cheguei, (analisei) mais de 30. Mas é por e-mail, pelo bem do meio-ambiente. Nossos analistas montam, mandam relatório e análise por vídeo.


8 – Quantos avançaram para uma negociação?
Três ou quatro caminharam para o passo seguinte. A gente chega atrasado, como eu te disse. Não quer dizer que os jogadores que não foram adiante não sejam bons, mas tem a parte financeira, ou (jogador) que não se encaixa no nosso modelo de jogo. É normal esse processo. O ruim é que é algo que deveria estar sendo feito desde agosto, setembro. Estamos fazendo em fevereiro, março.

9 – Esses três ou quatro ainda estão negociando?
Desses, um era o Dodô. Outros dois não. Um a gente ainda está iniciando o processo. É muito incipiente. Olhamos, o Jair olhou, voltamos a conversar, passei para o presidente. Isso tem uma semana. Não será para as quartas de final do Paulista.

10 – Você irá assumir a diretoria executiva?
Não. A minha situação é com a parte técnica. Eu vim para o Santos para desempenhar esse papel e acredito que tenho conseguido fazer bem. Nosso estafe é muito bom, a diretoria tem dado todo o suporte.

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